Eixo Cardan

Mecânica

Atualizado em 28-Nov-2000.

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TÓPICOS

Componentes de Cardan

Instruções de Instalação do Eixo Cardan

Princípios Básicos para Seleção de Eixo Cardan

Exemplo para Seleção de Eixo Cardan

Limite de Ângulo

Balanceamento

Manutenção, Teste, Inspeção e Lubrificação do Eixo Cardan

Flanges Padrão SAE

Tipos de Cardans

1.Componentes de Cardan

  1. Eixo cardan universal como compensação
  2. Junta Universal
  3. Tipo de conexão
  4. Flange articulado
  5. Garfo
  6. Conjunto da Cruzeta
  7. Anel de Trava
  8. Cruzeta
  9. Câmara de Lubrificação
  10. Junta de articulação universal
  11. Retentor
  12. Rolamento agulha
  13. Ponteira deslizante
  14. Luva entalalhada
  15. Capa de proteção com retentor
  16. Rolamanto de agulha
  17. Válvula de alívio
  18. Bujões de Lubrificação

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2. Instruções de Instalação do Eixo Cardan

O eixo cardan deverá estar montado de maneira que todas as estrias estejam protegidas de todo o tipo de intempérie. Em geral isto significa que a instalação deva ocorrer conforme demonstra a figura 1, onde, as estrias seladas estão no ponto descedentes e não existe nenhuma possibilidade de água ou outro elemento penetrar nas estrias.

A elevada qualidade de balanceamento dos eixos cardans, exige que os contra-flanges, Fig.02, que serão parafusadas nas flanges do eixo cardan, tenham uma boa rugosidade nas faces. Além disso, as folgas não devem exceder à tolerância , conforme quadro demonstrativo abaixo:

RPM do Cardan Batimento Axial P Máx. Batimento Radial R Máx. Tol. T
500
0,10
0,10
h8
1500
0,07
0,07
h7
3000
0,05
0,05
h6
5000
0,03
0,03
j6

Para minimizar adequadamente as dificuldades das tolerâncias acima, quando forem furos roscados podem ser usados as seguintes especificações:

Para perfeita montagem da flange do eixo cardan com as contra-flanges, as superfícies deverão estar limpas, sem graxa, sem tinta e agentes químicos para proteção.Deste modo estarão isentas de corrosão.A superfície usinada não deverá exceder a rugosidade de 25 microns. (RA)

Os parafusos de fixação deverão ter um resistência mínima conforme classe 10,9 e porcas de classe 10, eles deverão ser apertados transversalmente usando uma chave adequada e seguindo a orientação do quadro demonstrativo com os torques adequados.

Dimensão dos Parafusos Torque de Aperto Nm Dimensão dos Parafusos Torque de Aperto Nm
M 5
8,5
M 20
580,0
M 6
14,0
M 22
780,0
M 8
35,0
M 24
1000,0
M 10
69,0
M 27
1500,0
M 12
120,0
M 30
2000,0
M 14
190,0
M 33
2700,0
M 16
295,0
M 36
3500,0
M 18
405,0
M 38
4700,0

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3. Princípios Básicos para Seleção de Eixo Cardan

Serão necessárias algumas informações das condições de trabalho, para se obter o eixo cardan correto nas variadas aplicações.

  1. Torque máximo
  2. Torque Calculado
  3. Vida útil estimada
  4. Ângulo máximo de trabalho
  5. Rotação de trabalho
  6. Comprimento do cardan

Determina-se o torque máximo transmitido pelo torque nominal do sistema de acionamento e o correspondente fator de serviço.

Após a determinação do torque máximo, deverá ser verificado se não excede o máximo torque permitido (Mw), no quadro de dimensões de eixos cardans de alta performace.

Fator de Serviço

Condições de Carga
Fator K
Carga Contínua
1,2 a 1,5
Carga com choques leves
1,5 a 2,0
Carga com choques médios
2,5
Carga com choques pesados
3
Carga com choques extremos
4 a 6

A seleção do tipo do eixo cardan é baseado no torque calculado, que é determinado pelo torque contínuo, será corrigida com os fatores de choque especificados.

Ta = Td . K1 . K2 . K3

K1 - Fator de Choque

Eixos cardan são acionados por motores de combustão, piques de torque que ocorrem e excedem ao torque nominal, devem ser levados em consideração.

Caso não haja elemento elástico no sistema, os fatores devem ser acrescidos de 0,5.

Acionamento
Com elemento elástico
Sem elemento eléstico
Motor elétrico
1,00
1,00
Motores a gasolina 4 ou mais cilindro
1,25
1,75
Motores a gasolina 1 a 3 cilindro
1,5
2,00
Motores diesel 4 ou mais cilindro
1,5
2,0
Motores diesel 1 a 3 cilindro
2,0
2,5

 

K2 - Fator Vida Útil

Obten-se uma vida útil estimada, superior a 5000 horas, aplicando-se fatores do quadro abaixo:

Vida ( x 1000 horas)
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
K2 = f(th)
1,2
1,5
1,7
1,9
2,2
2,4
2,5
2,6
2,7
2,9

 

K3 - Fator Angular

Eixos Cardans em trabalhos superiores a 3 graus, deverão ser aplicados os fatores do quadro abaixo:

Ângulo de Trabalho
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
22
24
26
K3 = f(B)
-
1,15
1,30
1,40
1,50
1,65
1,80
1,90
2,00
2,10
2,30
2,40
2,50

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4. Exemplo para Seleção de Eixo Cardan

Aplicação:

Eixo cardan para Calandra, com motor elétrico 130 CV a 750 RPM, caixa redutora 20:1, ângulo de 6 graus, vida útil estimada 80000 horas.

Usando a fórmula: Ta = Td . K1 . K2 . K3

RPM = 750 / 20 = 37,5

K1 = 1,5

K2 = 2,6

K3 = 1,3

Td = 130 x 7160 / 37,5 = 24.821 Nm

Ta = 24.821 x 1,5 x 2,6 x 1,3 = 125.842 Nm

Usando o diagrama, o cardan selecionado para um torque de 125.842 Nm a 37,5 RPM será o tipo CB 7821.

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5. Limite de Ângulo

O limite do ângulo máximo de trabalho em relação à rotação máxima, deverá ser verificado após a seleção do eixo cardan.

A rotação crítica, é aquela em que a velocidade do eixo coincide como a frequencia transversal do eixo. A velocidade crítica de um eixo pode ser verificada, obdecendo-se a seguinte equação:

RC = 1,22 x 10^8 / L2 x [(D . D) + (d . d)]^1/2

D = Diâmetro externo do tubo (mm)

d = Diâmetro interno do tubo (mm)

L = Comprimento de trabalho do eixo, de centro a centro da cruzeta (mm)

Obs. : É recomendado não ultrapassar a 70% da velocidade crítica.

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6. Balanceamento

Pela definição da International Standards Organization (ISO) balanceamento é um processo pelo qual a distribuição de massas de um rotor é verificada e, se necessário corrigida, a fim de garantir que as vibrações nos eixos com frequencia de operação se encontrem dentro de limites especificados. No balanceamento do eixo cardan, o projeto define a qualidade de balanceamento especificada na norma ABNT - NBR 8008/83 Classe G16.

Com auxílio dos equipamentos de medição disponíveis atualmente, o desbalanceamento pode ser reduzido a limites razoavelmente baixos.

Entretanto, seria antieconômico exagerar os requisitos de qualidade, devendo ser estabelecido até onde o desbalanceamento deve ser reduzido.

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7. Manutenção, Teste, Inspeção e Lubrificação do Eixo Cardan

Manutenção

Para Manutenção do eixo cardan, não existe um período pré-determinado. É aconselhável que ocorra juntamente com a manutenção de outras partes do equipamento onde o eixo cardan esteja em funcionamento.

Teste de Ruídos

Qualquer alteração no funcionamento normal do eixo cardan, indicará algum tipo de ruído, devendo este ser identificado e logo corrigido para não ocorrer maiores danos ao eixo cardan.

Inspeção de Folgas e Parafusos das Flanges

No período de lubrificação, deverá ser examinado possíveis folgas nas estrias deslizantes, bem como, a checagem do aperto dos parafusos das flanges.

Lubrificação

Todos os pontos de lubrificação deverão ser relubrificados, até que a graxa purgue pelos anéis de vedação ou respiros. As cruzetas e luvas deslizantes deverão ser os principais pontos de lubrificação.

Lubrificantes

Para que seja atingida a vida útil estimada, é importante a escolha da graxa correta, para temperaturas de -20°C e até 100°C é recomendado a graxa tipo EP 2 com base de sabão de lítio e dissulfeto de molibdênio, e para casos de temperaturas elevadas de +160°C ou +180°C, use à graxa a base de argila tipo R2.

Períodos de 24 horas de trabalho diário, relubrificação em um período de 30 dias. Nos casos de 08 horas de trabalho diário, relubrificação em um período de 60 dias.

Instalação do Eixo Cardan

Ao instalar o eixo cardan, observe o alinhamento das setas indicativas da figura abaixo, para que os garfos 1 e 2 fiquem perfeitamente alinhados. Estes cuidados garantirão qualidade do balanceamento do eixo cardan e o seu perfeito funcionamento.

Se o eixo cardan for instalado com um desalinhamento do garfo 1 em relação ao garfo 2, em um pequeno espaço de tempo de trabalho, apresentará um ruído e um rápido desgaste das cruzetas.

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8. Flanges Padrão SAE

Tabelas Dimensionais

Especificações

Série

CB 2420
CB 2560
CB 2620
CB 2660
CB 2820
CB 2960
CB 3100
CB 3300
CB 3420
CB 3480
CB 3620
Torque Máximo
Nm
640
800
1100
1250
2100
2800
3300
5000
6500
7250
9000
Ângulo Máximo
ß
15°
20°
20°
15°
22°
22°
22°
22°
22°
35°
30°
Diâmetro Flange
A
90
96
116
116
116
150
150
175
203
175
203
Diâmetro Furação
B
69,8
79,4
95,2
95,2
95,2
120,6
120,6
155,5
184,1
155,5
184,1
Diâmetro Piloto
C
57,1
60,3
69,8
69,8
69,8
95,2
95,2
168,2
196,8
168,2
196,8
Espessura Sapata
E
5
7
8
8
8
10
10
9
9,5
12
9,5
Altura Piloto
F
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
1,6
2
1,8
2,2
1,8
Diâmetro Furos
H
5/16"
3/8"
7/16"
7/16"
7/16"
1/2"
1/2"
3/8"
3/8"
3/8"
7/16"
Número Furos
I
4
4
4
4
4
4
4
8
8
8
12
Diâmetro Giro
K
76
96
96
106
119
122
143
162
197
186
232
Diâmetro Tubo
S
50
50
50
76
76
90
90
90
102
94
114
Altura do Flange
M
30
35
35
40
43
51
51
76
76
92
86
Flange Tipo
-
I
I
I
I
I
I
I
III
III
III
IV

Série
CB 2420
CB 2560
CB 2620
CB 2660
CB 2820
CB 2960
CB 3100
CB 3300
CB 3420
CB 3480
CB 3620
Tipo 01S
LZ
LV
307
54
324
54
324
54
362
69
387
72
409
63
415
63
606
113
666
130
664
180
712
126
Tipo 03S
LF
187
206
206
216
245
255
263
400
406
424
444
Tipo 04S
LZ
LV
218
25
270
54
270
54
&
&
252
33
307
47
350
36
463
75
&
&
635
180
585
104
Tipo 07S
LF
60
70
70
79
86
102
102
152
152
184
172

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9. Tipos de Cardans

01 - Eixo Cardan com tubo de curso compensatório

02 - Eixo Cardan com tubo e curso compensatório máximo

03 - Eixo Cardan com tubo sem curso compensatório

04 - Eixo Cardan sem tubo e curso compensatório, extra curto

05 - Eixo Cardan sem tubo sem curso compensatório com flanges duplos

06 - Eixo sem tubo sem curso compensatório tipo H

07 - Conjunto de flanges

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