

Lâmpadas a Vapor de Mercúrio de Alta Pressão
Consta basicamente de um bulbo de vidro duro que contém em seu interior um tubo de descarga feito de quartzo para suportar altas temperaturas. Possui em seu interior argônio e mercúrio que, quando vaporizado produzirá o efeito luminoso. Em cada uma de suas extremidades possui um eletrodo principal de tungstênio. Junto a um dos eletrodos principais existe um eletrodo auxiliar ligado em série com um resistor de partida que se localiza na parte externa do tubo de descarga.

Dentro do bulbo externo é colocado gás inerte na pressão atmosférica, para estabilizar a lâmpada mantendo-a em temperatura constante.
A distribuição de cores na composição dos espectro do fluxo luminoso desta lâmpada é pobre (luz branca azulada com emissão na região visível nos comprimentos de onda de amarelo, verde e azul, faltando o vermelho ), porém, o tubo de descarga emite uma quantidade considerável de energia ultravioleta.
Torna-se então necessário fazer uma correção de cor nesta lâmpada, visando aumentar a cor vermelha. Isso é feito transformando-se a radiação ultravioleta em luz vermelha, adicionando-se uma camada de fósforo no bulbo.
Assim como a fluorescente, a lâmpada a vapor de mercúrio também necessita de um reator para que este forneça tensão necessária na partida e limite a corrente normal de operação.
A vida útil de uma lâmpada a vapor de mercúrio de alta pressão é superior a 15000 hs com 30 % de depreciação do fluxo luminoso no período. Comparando-a com as lâmpadas incandescentes e fluorescentes que apresentam urna eficiência luminosa de 12 Im / W e 85 Im / W para as lâmpadas do tipo série 80 na cor super 84 respectivamente, pode-se concluir que a fluorescente é a que apresenta uma melhor eficiência luminosa.
São utilizadas em iluminação pública, industrial interna e externa ( cor corrigida), em iluminação de fachadas de prédios monumentos e jardins (tubular de vidro claro).
Estas lâmpadas devem ser instaladas em locais com pé direito ( altura } acima de 4 m para não produzir ofuscamento.
Quantidade de luz produzida pela lâmpada, emitida pela radiação, de acordo com a sua ação sobre um receptor seletivo, cuja sensibilidade espectral é definida pelas eficiências espectrais padrão. Unidade: Lúmen – lm
É o quociente do fluxo luminoso total emitido por uma fonte de luz, em lúmens e a potência por ela consumida em Watts. Por exemplo, para uma lâmpada incandescente de 100 W que produz um fluxo luminoso de 1470 lúmens, possui uma EL de 14,7 lm/W; por outro lado, uma lâmpada fluorescente compacta de 23 W que produz um fluxo luminoso de 1500 lúmens possui uma EL de 65,2 lm/W.
Eletrotécnica On Line (http://analog.inesc.pt/smace/cap_00/)
Atualizado em 21-Nov-2000.
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