

Manômetro de Diafragma
diafragma (Lat. diaphragma < Gr, diáphragma, divisão, tabique), s.m. músculo largo que separa o tórax do abdómen; membrana porosa que, de distância em distância, obtura os caules de certas plantas; membrana vibratória em certos aparelhos acústicos; lâmina ou grupo de lâminas cujo movimento combinado faz variar a intensidade da luz que penetra numa lente; designação de várias membranas ou lâminas para interceptar o calor, etc; dispositivo contraceptivo que se adapta perfeitamente sobre o colo do útero evitando a entrada de esperma na cavidade uterina.

É importante não esquecer as definições apresentadas a seguir:
Medição de pressão – É o padrão mais importante de medição; através dele podemos também medir pressão diferencial, fluxo e nível, entre outros.
Pressão – É a relação entre uma força e a superfície sobre a qual ela atua.
A pressão é normalmente medida em relação à pressão atmosférica e é chamada pressão relativa. Pode ser positiva ou negativa. A pressão no vácuo é menor que a pressão atmosférica. A pressão absoluta é igual à soma das pressões atmosférica e relativa.
Existem três categorias de medidores de pressão:
O manômetros de diafragma, pertence a este último conjunto de medidores.
Os manômetros de diafragma têm diversas aplicações, tais como:

Há séculos que se conhecem métodos mecânicos de medição de pressão. Os manômetros de tubo em U, foram os primeiros indicadores de pressão. Originalmente, estes tubos eram feitos de vidro e as escalas eram adicionadas conforme fosse necessário. Mas os manômetros são largos, tornando-se incômodos, e não estão bem ajustados para integração nas cadeias automáticas de controle. No entanto, os manômetros encontram-se usualmente no laboratório, ou são usados como indicadores locais. Dependendo da pressão de referência usada, podem indicar pressões absolutas, atmosféricas e diferenciais.
Frequentemente utilizam-se termos como medidor, sensor, transdutor e transmissor de pressões. O termo medidor de pressão refere-se usualmente a um indicador que converte a pressão detectada, num movimento mecânico de um ponteiro. Um transdutor de pressão pode combinar o elemento primário de um medidor com um conversor mecânico/eléctrico ou mecânico/pneumático e um fornecimento de potência. Um transmissor de pressão é um “pacote” estandardizado de medição de pressão que consiste em três componentes básicos: um transdutor, seu fornecimento de potência e um condicionador/retransmissor de sinal que converte o sinal do transdutor num output estandardizado.
Os transmissores de pressão podem usar sinais pneumáticos (3-15 psig), electrónicos (4-20mA) ou ainda electrónicos digitais.
Da mecânica
à eletrônica
Os primeiros medidores de pressão usavam elementos flexíveis como sensores. Assim que a pressão mudava, o elemento flexível deslocava-se, e este movimento era utilizado para fazer rodar um ponteiro dum mostrador. Nestes sensores mecânicos de pressão, um tubo de Bourdon, um diafragma, detecta a pressão do processo e causa um movimento correspondente.
Figura 1 - Sensores de pressão de diafragma.
Os
diafragmas são populares entre os elementos primários e flexíveis de pressão,
porque requerem menos espaço e porque o movimento (ou força) que produzem,
é suficiente para operar transdutores electrónicos (ver figura 1).
Estão também disponíveis numa larga variedade de materiais para processos
corrosivos.
Depois dos anos 20, os sistemas de controle automático evoluíram começando a ser comuns os transmissores de pressão e as salas centralizadas de controle a partir dos anos 50. Por essa razão o diafragma não esteve mais que estar ligado a um ponteiro mas servia para converter a pressão do processo num sinal, elétrico ou pneumático. De início, o acoplamento mecânico era ligado a um transmissor pneumático de pressão, que geralmente gerava um sinal de saída de 3-15 psig para a transmissão entre distâncias de várias centenas de metros. Mais tarde com a evolução da eletrônica do estado contínuo e o aumento das distâncias de transmissão, os transmissores de pressão tornaram-se eletrônicos. Os primeiros sinais de saída foram 10-50mV, 1-5mV e 0-100mV, mas depois passaram estar compreendidos entre 4-20mA.
Os manômetros de diafragma são instrumentos sensíveis, usados em processos de baixa pressão não excedendo os 15 psi. O diafragma é o elemento sensível deste medidor, podendo ser liso, ondulado ou um misto de liso e ondulado (normalmente é ondulado uma vez que assim aumenta o desvio sem reduzir a resistência).
Quando ar, gás ou líquido entram no sistema, uma pressão vai ser aplicada ao diafragma provocado a sua deformação. Esta é transmitida a um ponteiro do instrumento indicador, permitindo-nos saber então qual é a pressão do sistema.

CONSTRUÇÃO
O manômetro de diafragma tem como principais constituintes um diafragma, uma base, uma peça chamada "movement", uma caixa, um visor, um ponteiro e um mostrador.
Usualmente o metal é aquecido
antes de modelar para produzir um limite elástico máximo. Depois de modelar,
os diafragmas são aquecidos para libertar pressões e depois são quimicamente
limpos.
MATERIAIS
A título de exemplo, apresentam-se os materiais de construção de um manômetro muito vendido da Marsh:

Para outros fabricantes, os materiais utilizados poderão ser diferentes - consultando as suas páginas poderá constatar isso mesmo.

Este tipo de medidor é utilizado muitas vezes para a medição de baixas pressões, mas nem sempre isso se verifica. Dá-se aqui um exemplo para um medidor específico de um determinado fabricante:
Tabela 1 – Gama de medida estabelecida pela Wika para um dos seus instrumentos.
(*) - Estes valores referem-se a um medidor cujo rebordo tem 160 mm de diâmetro. Se o diâmetro for diferente, a gama de medida não será a mesma.
Para outros fabricantes poderá encontrar gamas de medida para os seus medidores.
Convém relembrar alguns conceitos: a exatidão é a concordância entre o valor obtido e o valor verdadeiro. Pode vir em erro absoluto, erro relativo ou percentagem de fsd. A repetibilidade representa a proximidade dos valores obtidos para um dado grupo de medições do mesmo sinal de entrada, quando se utilizam as mesmas condições de operação e equipamentos. A sensibilidade é a variação do output em relação à variação do input. A linearidade é a relação linear entre o output e o input correspondente.
A VRC apresenta os seguintes valores:
![]()
Exatidão: 1% de leitura ou 2 Torr
Linearidade: ± 0,15% fsd
Sensibilidade: ± 1 Torr
Repetibilidade: ± 2 Torr
Outros valores são encontrados quando o fabricante é diferente.

1) MEDIÇÃO COM EXTENSÔMETROS
Para medir a deformação do disco utilizando extensômetros, temos que ter em conta a distribuição de tensões (tangencial e radial).
Os extensômetros da zona exterior destinam-se a medir tensão radial e os interiores a medir tensão tangencial. Eles estão ligados em ponte de Wheastone, sendo os exteriores os dos ramos R1 e R3 e os interiores os dos ramos R2 e R4. Quando temos quatro extensómetros activos, a sensibilidade da ponte de Wheastone é aumentada e o efeito da temperatura sobre os extensômetros cancelado.
A relação entre a tensão de saída e a pressão é linear com erro inferior a 0,3% desde que a deformação do disco na zona central seja inferior a ¼ da espessura da membrana.
A frequência
máxima que é possível medir com este manómetro depende da frequência de
ressonância dos elementos mecânicos, havendo sensores capazes de funcionar
desde 0 até 10 kHz.
2) MEDIÇÃO POR VARIAÇÃO DE CAPACIDADE
Este método
consiste em formar um condensador com uma das armaduras ligadas à membrana.
A deformação que ocorre na membrana provoca uma variação na capacidade do
condensador, que é depois transformada numa variação de um sinal elétrico
(tensão ou corrente).
3) MEDIÇÃO POR UM MÉTODO PIEZORESISTIVO
O diafragma é revestido por um material piezoresistivo. Este tem uma resistência que varia consoante a tensão mecânica a que se encontra submetido. Os materiais piezoresistivos são feitos de material semicondutor extrínseco, isto é, ao qual se adicionam impurezas de determinado tipo para se obterem materiais de tipo diferente. O valor da resistividade do material pode ser ajustado controlando a concentração de impurezas adicionadas. Obtêm-se assim resistividades da ordem de 500mWm, iste é, cerca de 30000 vezes superiores à resistividade do cobre, o que permite realizar sensores miniaturizados.
O material
semicondutor é depositado por estampagem sobre o diafragma, e nele são implantadas
as resistências cujo valor e variação se pretende medir, para determinar
então a deformação do diafragma e a consequente pressão que sobre este se
encontra aplicada. É semelhante ao princípio que utiliza extensómetros mas
a sensibilidade é muito superior.
4) MEDIÇÃO COM BALANÇO DE FORÇAS
Neste método não se mede a deformação do diafragma e relaciona-se depois com a pressão, mas sim impede-se que o diafragma se deforme, aplicando uma força contrária. Esta força é directamente gerada por meio da corrente de saída do transmissor (4 a 20 mA) e o seu valor é tal que equilibra a força devido à pressão, impedindo a deformação da membrana.
Este tipo de circuito é linear, uma vez que a força de reação é proporcional à corrente elétrica do transmissor.
Na calibração de qualquer manómetro temos que ter em conta três factores:
a) zero
b) multiplicação
ou faixa
c) angularidade
Por vezes pode ser necessário fazer um ajuste de um deles.
O ajuste do zero não influi nos outros ajustes.
Figura 2 – Factores a ter em conta na calibração: (a) zero, (b) multiplicação, (c) angularidade
O ajuste do zero do manômetro faz-se colocando o ponteiro no valor mínimo da escala com o diafragma em estado de repouso. Como podemos pela figura 2 (a) a diferença entre o valor real e a indicação é igual para toda a faixa.
A multiplicação ou faixa pode-se definir da seguinte forma: razão dos movimentos do elemento e da pena (ver figura 2 (b) ).
Angularidade é o deslocamento desigual da pena para a mesma quantidade de incremento da variável medida nas diferentes regiões da escala. O seu ajuste faz-se variando o comprimento do braço. (ver figura 2 (c) ).
Existem diferentes medidores uma vez que nem sempre as condições de um determinado processo são as mesmas. Por isso temos que saber como escolher um determinado medidor.
Esta seleção é diferente de fabricante para fabricante.
A seleção é feita da seguinte maneira:
· tamanho do mostrador
· tamanho da caixa
· material do tubo
e base
· tamanho da ligação
· localização da
ligação
· características
opcionais
· gama de medida
da pressão
Para os outros fabricantes, podemos mais uma vez recorrer às suas páginas.
INSTALAÇÃO
Sempre que for possível, os manômetros devem-se localizar num local onde se minimizem os efeitos de vibração, ambientes com temperaturas extremas e a humidade. Os locais preferidos são os secos, longe de fontes térmicas muito grandes (fornos por exemplo).
Se o nível de vibração mecânico é extremo, o medidor deve ser remotamente localizado (usualmente numa parede) e ligado à fonte de pressão através de tubulação flexível.
O medidor deve ser montado ao nível dos olhos do utilizador, e se assim não for possível abaixo desse nível.
Para evitar uma contaminar o sistema de medição de pressão no medidor, deve-se deixar uma capa de protecção sobre a montagem de ligação até à linha de ligação ser efetuada.
Recomenda-se que os medidores não sejam indiscriminadamente deslocados de uma aplicação para outra. Considerando que o número de ciclos de pressão num medidor em funcionamento ou previamente usado é geralmente desconhecido, é normalmente seguro instalar um novo medidor quando e onde for possível. Isto minimizará a possibilidade de uma reacção com com o aparelho anterior.
Deve-se instalar uma
válvula entre o medidor e o processo que está a decorrer, para se ser capaz
de isolar o medidor para inspeção ou substituição sem ser necessário paralisar
o processo .
MANUTENÇÃO
A frequência de inspeção a que um medidor deve se sujeitar é muito subjetiva e depende da dureza do serviço e do quão crítica é a exatidão da pressão indicada. Acontecem inspeções mensais quando os serviços são crítico/severos e inspeções anuais ou menos frequentes acontecem em mecanismos não críticos.
Se a exatidão não pode ser verificada no local, pode-se pelo menos procurar:
- movimentos fortuitos ou irregulares do ponteiro;
- leituras suspeitas.
Obviamente qualquer movimento suspeito do ponteiro do medidor, indica que uma supervisão da exatidão deve ser feita. Mesmo que o medidor não mostre qualquer comportamento anormal, o utilizador pode querer estabelecer uma frequência de supervisão.
A recalibração de um medidor depende do quão crítico é o mecanismo. Se a exatidão de um mecanismo 3-2.3% é só 0.5%, o utilizador deve decidir se vale ou não a pena o sacrifício e gastar tempo para trazer o medidor de volta para a sua especificação. Se a exatidão de um medidor é 0.25% e descobre-se que está 0.1% fora de especificação, obviamente o medidor deve ser recalibrado.
Outras considerações:
- ponteiros tortos ou
soltos levam a extremas trepidações de pressão
- janelas partidas devem ser substituídas para manter longe a sujidade.
- estragos – entalhes e ou rachas
- descoloração no medidor impeditiva de realizar leituras.
Como regra geral é recomendado que o utilizador tenha um instrumento completo para cada dez desse tipo de instrumento em funcionamento.
Resumo das Vantagens e Desvantagens

Resumidamente
e para finalizar, pode-se dizer, sobre este medidor, que as suas principais
vantagens e desvantagens são:
Vantagens
· feito com grande resistência à corrosão
· tolera formação
de cristais
· o elemento sensível
(diafragma) tem grande duração
Desvantagens
Normalmente este tipo de medidor é aplicável para baixas pressões.
Ashcroft
Weksler
VRC (Vacuum Research Corporation)
Kobold
Wika
Ametek
Riegler – pneumatic fittings
IMT – Industrie Mebtechnik
Weiss Instruments
Noshok
ARMATURENBAU
Instruments and Gauges Electronics
Limited
CML Equipment
Nottingham Gauge & Thermometer
Co.
http://www.koboldusa.com/onlinecatalog/pressure/dpf76/dpf76.html
http://www.ametekusg.com/pg45lpd.htm
http://www.omega.com/toc_asp/frameset.html?book=Pressure&file=PGT-PGL
http://www.vacuumresearchcorp.com/Gauges/pdfs/widerngmano.pdf
http://www.vacuumresearchcorp.com/Gauges/pdfs/1500Tmano.pdf
http://www.vacuumresearchcorp.com/Gauges/pdfs/psiggage.pdf
http://www.dresserinstruments.com/products/1490_lp_ind_ga/
http://www.cencalisnst.com/Mdiag.html
http://www.instrumentation2000.com/catalog/pressure/01/020139b.html
http://www.imt-frankfurt.de/eng/products/diaphrgm.htm
http://www.riegler.de/English/Pages/lieferprogram/plattenfeder.html
http://www.weissinstruments.com/catalogs/phc/lowpressure.htm
Atualizado em 28-nov-00.
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