

Principais Usinas Hidrelétricas do Brasil
Como funciona
uma hidrelétrica
1. A barragem da usina represa a água do rio, formando um grande lago.
2. Em seguida a água atravessa a barragem, através de aberturas especiais, onde estão as máquinas.
3. Essa água aciona as turbinas, produzindo uma forma de energia chamada hidráulica.
4. Nos geradores, essa energia é transformada em energia elétrica para ser transmitida através de redes de alta tensão.
5. Tudo numa hidrelétrica é controlado por equipamentos especiais, que garantem o seu funcionamento.
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USINA |
LOCALIZAÇÃO |
CAPACIDADE (MW) |
| REGIÃO NORTE |
|
|
|
rio Tocantins |
3.980 |
|
|
rio Uatumã |
250 |
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| REGIÃO NORDESTE |
|
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|
rio São Francisco |
2.460 |
|
|
rio São Francisco |
1.050 |
|
|
rio São Francisco |
439,2 |
|
|
rio São Francisco |
1.500 |
|
|
rio São Francisco |
3.000 |
|
| REGIÃO SUDESTE | ||
|
rio Paranaíba |
1.715 |
|
|
rio Araguari |
510 |
|
|
rio Grande |
1.380 |
|
|
rio Tietê |
808 |
|
|
rio Paranaíba |
1.192 |
|
|
rio Paraná |
3.230 |
|
|
rio Paraná |
1.854 |
|
|
rio Grande |
425,6 |
|
|
rio São Francisco |
387,6 |
|
| REGIÃO SUL | ||
|
rio Iguaçu |
2.511 |
|
|
rio Paranapanema |
640 |
|
|
rio Paraná |
12.600 |
|
|
rio Capivari |
246,96 |
|
|
rio Jacuí |
625 |
|
|
rio Iguaçu |
1.050 |
|
| REGIÃO CENTRO-OESTE | ||
|
rio Paraná |
3.230 |
|
|
rio Paranaiba |
2.080 |
|
|
rio Paraná |
1.411,2 |

A Usina Hidrelétrica Tucuruí está localizada no trecho inferior do Rio Tocantins, a 350 km ao sul de Belém, capital do Estado do Pará. Desde a sua inauguração, em 22 de novembro de 1984,a hidrelétrica gerou mais de 250 milhões de MWh de energia, beneficiando cerca de 11 milhões de habitantes em 360 municípios dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins, além do intercãmbio com a Região Nordeste e a interligação com os sistemas elétricos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Mas vem mais energia por aí, porque as obras para construção da segunda etapa da Usina Hidrelétrica Tucuruí já estão em andamento, e as 12 turbinas existentes serão acrescidas outras 11 unidades geradoras que juntas, irão ampliar a capacidade de geração de 4.000 para 8.370 MW, em 2006, possibilitando o atendimento a cerca de 40 milhões de habitantes.
Fonte: ELETRONORTE - Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.

Em
1981, a Eletronorte iniciou a construção da Usina Hidrelétrica Balbina, localizada
no Rio Uatumã (margem esquerda do Rio Amazonas), no município de Presidente
Figueiredo (AM).
Projetada para suprir, rapidamente, a demanda de energia que Manaus precisava
para crescer, Balbina entrou em operação em 1989 e, um ano depois, já estava
operando com sua capacidade total - 250 megawatts, instalada em cinco unidades
geradoras de 50 MW.
Hoje, dez anos depois, Balbina continua a fornecer energia firme para Manaus,
tendo sustentado, ao longo do tempo, diversas fases de desenvolvimento atravessadas
pela capital do Amazonas.
Sua geração representa cerca de 50% da energia consumida pela cidade e, nesse
período, houve uma economia de aproximadamente R$ 1,5 bilhão com derivados
de petróleo, antes adquiridos para utilização no parque termelétrico, o que
representa quase o dobro de todo o investimento realizado na construção da
usina.
Com a construção da UHE Balbina, foi inundada uma área de cerca de 240 mil hectares e, com medida compensatória pela perda de ecossistemas naturais, foi criada a Reserva Biológica do Uatumã, com 560.000hectares (quase duas vezes a área inundada), uma das maiores unidades de conservação existentes na Amazônia, considerada prioridade máxima para a preservação da diversidade biológica na região. Mas Balbina já nasceu com uma vocação ecológica. Desde a época de sua construção, aproveitando a riqueza ambiental da região, uma série de projetos e centros de pesquisa foram implantados pela Eletronorte, em parceria com o Ibama, organizações não-governamentais nacionais e internacionais e organismos estaduais. Hoje Balbina é sinônimo de respeito à vida, sendo reconhecida internacionalmente por diversos projetos.
Fonte: Manaus Energia S.A.

Complexo de Paulo Afonso - Usinas Hidreléticas de Paulo Afonso I, II e III.

Reservatório do Complexo de Paulo Afonso - Paulo Afonso I, II e III
O planejamento
e projeto executivo das estruturas da Usina Hidrelétrica Paulo Afonso I contemplaram
a previsão de construção de novas usinas subterrâneas, aproveitando o mesmo
barramento necessário à implantação da primeira usina. Isso representou uma
expressiva economia na construção do conjunto das usinas:
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Usinas |
Unid. Geradoras |
Capacidade (kW) |
Início Comercial |
|
PA I |
3 |
180.000 |
1955 |
|
PA II |
6 |
480.000 |
1961 |
|
PA III |
4 |
864.000 |
1971 |
Na época, essas três usinas constituíram
o maior conjunto energético do País e o primeiro a ultrapassar 1.000.000 quilowatts,
responsável, durante cerca de três décadas, pela quase totalidade do fornecimento
de energia elétrica à região Nordeste. As três usinas estão instaladas em
cavernas independentes e aproveitam cerca de 80 metros do desnível natural
criado no local pela cachoeira de Paulo Afonso. A energia nelas gerada na
tensão 138 quilovolts é elevada para 230 quilovolts, para transmissão aos
centros de consumo.
A Usina Hidrelétrica Paulo Afonso IV, construída na margem do cânion do rio
São Francisco, aproveita as excepcionais condições topográficas da área para
a geração de energia, a possibilidade de captação de água no reservatório
da Usina Apolonio Sales e a garantia de vazões proporcionadas pelo reservatório
de Sobradinho.
Sua casa de máquinas, instalada em caverna com 210 metros de extensão, 24
metros de largura e 55 metros de profundidade, é uma das mais extraordinárias
obras de engenharia hidrelétrica, na categoria de usinas subterrâneas. A conjugação
dos fatores antes referidos permitiu que a construção da Usina Paulo Afonso
IV resultasse num dos empreendimentos de menor custo de implantação.
Seis unidades geradoras de 410.000 quilowatts de potência unitária compõem
os 2.460.000 quilowatts de potência instalada de PA IV que, iniciando a operação
no segundo semestre de 1979, mais do que duplicou a potência anteriormente
disponível das Usinas PA I, II e III.
Fonte: Chesf
Simultaneamente
ao início de construção da Usina Apolonio Sales (então Moxotó), a Chesf estudava
as alternativas para implantação de um reservatório de regularização plurianual
que aumentasse as vazões mínimas garantidas do rio São Francisco em épocas
de estiagem, viabilizando o quarto aproveitamento do Complexo de Paulo Afonso,
e acrescentasse energia firme ao conjunto de usinas hidrelétricas da empresa.
No segundo semestre de 1971, foi oficializada a escolha de Sobradinho, cerca
de 500 quilômetros a montante de Paulo Afonso, como o eixo da barragem que
formaria o reservatório de regularização plurianual do rio.
Em junho de 1973, foi iniciada a construção do aproveitamento hidrelétrico
que, na sua configuração final, compreende as seguintes estruturas: barragem
de terra zoneada, com 12.000.000 metros cúbicos de maciços, altura máxima
de 41 metros e comprimento total de 8,5 quilômetros; casa de força com seis
unidades geradoras acionadas por turbinas Kaplan e potência instalada de 1.050.000
quilowatts; vertedouros de superfície e descarregadores de fundo dimensionados
para extravasar a cheia de teste de segurança da obra; tomada d’água com capacidade
de até 25 metros cúbicos por segundo para alimentação de projetos de irrigação;
eclusa de navegação com câmara única de 120 metros por 17 metros e capaz de
possibilitar a ultrapassagem de um desnível máximo de 32,5 metros; e reservatório
de regularização plurianual com cerca de 320 quilômetros de extensão, 4.214
quilômetros quadrados de espelho d’água e 34,1 bilhões de metros cúbicos acumulados.
Com uma depleção de até 12 metros, esse reservatório garante uma vazão mínima
de 2.060 metros cúbicos por segundo, que corresponde a 74% da média anual
do rio São Francisco, em Sobradinho.
A Usina de Sobradinho iniciou a operação no último trimestre de 1979, quando
também ocorreu a primeira energização do sistema Chesf na tensão de 500 quilovolts
- Subestações de Sobradinho e PA IV e Linha de Transmissão Sobradinho-PA IV.
Fonte: Chesf
O crescimento do consumo de energia elétrica no Nordeste exigiu que a Chesf planejasse a construção de reservatórios de regularização no rio São Francisco, de forma permanente, para o abastecimento necessário à operação de suas usinas. Foi planejada, então, a Usina de Moxotó, hoje denominada Apolonio Sales, em homenagem ao idealizador da Chesf, com um reservatório que proporciona regularização semanal das vazões afluentes.
A construção da Usina Hidrelétrica Apolonio Sales, iniciada em 1971, cerca de quatro quilômetros a montante do barramento das Usinas Paulo Afonso I, II e III, formou um reservatório de 100 quilômetros quadrados, acumulando 1,2 bilhão de metros cúbicos de água.
A casa de máquinas da usina foi equipada com quatro unidades geradoras, acionadas por turbinas Kaplan, totalizando uma potência instalada de 440.000 quilowatts. A partir de meados da década de 70, com o enchimento do reservatório e o início de operação das unidades geradoras, a água que aciona as turbinas de PA I, II e III passa primeiramente nas turbinas ou no vertedouro da Usina Apolonio Sales.
Posteriormente, em 1979, mais uma utilização foi acrescentada à Usina Apolonio Sales: um canal lateral, aberto na margem direita do seu reservatório, passou a alimentar a Usina Paulo Afonso IV, que, com esta solução de engenharia, tem uma queda hidráulica útil para geração de energia elétrica 20% superior às Usinas PA I, II e III.
Fonte: Chesf

A
Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, antes denominada Itaparica, foi implantada
50 quilômetros a montante de Paulo Afonso, vizinha à cachoeira de Itaparica.
Sua construção foi decidida em outubro de 1975.
A operação inicial era prevista para o 1º semestre de 1981, mas as restrições
financeiras ocasionaram sucessivos adiamentos. Esse atraso e um período hidrológico
desfavorável provocaram em 1987 racionamento de energia elétrica no Nordeste
e a garantia de abastecimento, dentro dos critérios de planejamento do setor
elétrico brasileiro, foi reestabelecida com a geração inicial concretizada
em junho de 1988.
Na Usina Luiz Gonzaga estão instaladas seis unidades geradoras com potência
unitária de 250.000 quilowatts, totalizando 1.500.000 quilowatts, e seu layout
contempla a adição de quatro unidades iguais às que estão em operação atualmente.
O reservatório formado pelo represamento do rio São Francisco em Itaparica
inundou uma área de 834 quilômetros quadrados, com acumulação de 10,78 bilhões
de metros cúbicos de água.
Na área inundada, em municípios dos Estados de Pernambuco e da Bahia, moravam
50 mil pessoas que foram reassentadas em novas cidades e projetos de irrigação.
A implantação foi assumida pela Chesf.
Fonte: Chesf

Na década
de 50, quando ainda se desenvolviam os trabalhos de implantação da primeira
usina hidrelétrica em Paulo Afonso, a Usina Hidrelétrica de Xingó foi objeto
de estudos, num nível que hoje seriadenominado "Pré-Inventário".
Outros aproveitamentos em Paulo Afonso e ao longo do rio São Francisco ganharam
prioridade, e só em março de 1982, com base no relatório "Estudos para Escolha
do Local de Implantação", a Chesf submeteu à Eletrobrás sua opção pelo eixo
onde está erguida a Usina que, prevista para ser construída a partir de 1983,
somente teve os trabalhos efetivamente iniciados em março de 1987.
O aproveitamento hidrelétrico de Xingó é constituído de uma barragem de enrocamento
com face de concreto a montante e cerca de 140 metros de altura máxima; na
margem esquerda situa-se o vertedouro de superfície do tipo encosta, com duas
calhas e dissipação final de energia em salto de sky; e na margem direita
o circuito de geração é constituído por canal de aproximação, muros e tomada
d’água, condutos forçados, casa de força do tipo semi-abrigada e canal de
restituição.
Na casa de força foram instaladas seis unidades geradoras com 500.000 quilowatts
de potência nominal unitária, havendo previsão para mais quatro unidades idênticas
numa segunda etapa, totalizando 5.000.000 quilowatts de potência.
Além de condições topográficas e geológicas extremamente favoráveis, Xingó
beneficia-se com a formação de um reservatório totalmente encaixado no cânion
do rio São Francisco, com um mínimo de impactos ambientais e reassentamento
de apenas 20 famílias.
O enchimento do reservatório foi iniciado em 7 de junho de 1994, sendo concluído
no dia 16 do mesmo mês. Durante a operação foi realizado um completo monitoramento
ambiental e garantida uma descarga suficiente para manutenção dos níveis adequados
de água a jusante.
A primeira unidade geradora entrou em operação em 1994, duas em 1995 e outras
duas em 1996. A última unidade entrou em operação no final de 1997, concluindo-se
a 1º etapa da UHE Xingó, com seis unidades proporcionando uma potência instalada
de 3000 MW.
Fonte: Chesf

Início
de operação:
1978
Localização: rio Paranaíba, Triângulo Mineiro, a 880 km de Belo Horizonte
Comprimento da barragem: 3.600 m
Altura máxima da barragem: 127 m
Volume do reservatório: 12,5 bilhões de m³
Unidades geradoras: 6
Potência instalada na primeira etapa: 1.710.000 kW
Potência instalada final: 2.688.500 kW
Fonte: CEMIG

Início
de operação:
1994
Localização:
rio Araguari, no triângulo Mineiro, aproximadamente 500 km de Belo Horizonte
Comprimento da barragem: 1.600 m
Altura máxima da barragem: 142 m
Volume do reservatório: 12,8 bilhões de m3
Unidades geradoras: 3 de 170.000 kW cada
Potência instalada final: 510.000 kW
Fonte: CEMIG

Reservatório: 645 km2
Comprimento: 660 m
Altura: 67 m
Este projeto de aproveitamento múltiplo compreende geração de energia hidroelétrica e regularização de vazões. O barramento, que cria um desnível de 45 m, é integrado pela tomada d’água, de concreto gravidade, o vertedouro de superfície e barragens de terra nas suas ombreiras. A casa de força, do tipo semi-abrigada, construída ao pé da barragem, aloja 6 unidades geradoras, que são ligadas a uma subestação localizada na margem direita do rio. Uma linha de transmissão de 460 kV de circuito simples, com 138 km, interliga esta usina com a de Ilha Solteira. Foram construídas duas linhas de transmissão de 460 kV de circuito simples, ligando a Usina de Água Vermelha com o sistema de transmissão já existente. A construção das obras foi iniciada em 1974, e completada em 1979. Após instalações das 6 unidades geradoras, a usina se encontra operando em plena capacidade.Fonte: CESP

Quando da
entrada em operação de todas as suas 8 turbinas FRANCIS, totalizará 1.292
MW de potência final. É a maior usina construída no Rio Tietê.
A unidade geradora 1 iniciou sua operação em novembro de 1993, a unidade 2
em maio de 1994, a unidade 3 em agosto de 1996, a unidade 4 em 21 de novembro
de 1998 e a unidade 5 em 10 de Janeiro de 1999.
Atualmente produz 807,5 MW através de 5 unidades geradoras, cada uma com 161,5
MW.
Possui duas eclusas de navegação com largura útil de 12,10 m., comprimento de 142,00 m. e calado de 3,50m..
Endereço:
Rodovia de Interligação da SP 563 com a SP 310
- km 15 - Pereira Barreto - SP
Fonte: CESP

Início
de operação:
1982
Localização: rio Paranaíba, no Triângulo Mineiro, a 455 km de Belo
Horizonte
Comprimento da barragem: 1.507 m
Altura máxima da barragem: 156 m
Volume do reservatório: 17,6 bilhões de m3
Unidades geradoras: 4 de 298.000 kW cada
Potência instalada final:1.192.000 kW
Fonte: CEMIG

Concluída em 1978, tem 20 turbinas FRANCIS, potência instalada de 3.444 MW e reservatório de 1.195 km2. É a maior usina da CESP e compõe, com a UHE Jupiá, o sexto maior complexo hidrelétrico do mundo. A navegação usa o Canal Pereira Barreto.
Endereço:
Rodovia Ilha-Guadalupe - km 18 - Ilha Solteira - SP
Fonte: CESP

Porto Primavera será a segunda maior hidrelétrica do Estado de São Paulo, a primeira é Ilha Solteira. Quando concluída, terá 18 turbinas KAPLAN, totalizando 1.814 MW de potência final, correspondendo a aproximadamente 23% de toda a potência instalada da CESP.
As unidades geradoras 1, 2 e 3 entraram em operação em 23 de fevereiro de 1999. A unidade 4 começou a gerar comercialmente dia 29 de janeiro de 2000. Juntas, as quatro unidades acrescentam 403 MW de potência nominal ao sistema interligado Sul/Sudeste/ Centro- Oeste.
O enchimento do reservatório se dará em duas etapas, sendo que a primeira etapa (cota 253m) foi concluída em 14 de dezembro de 1998.
A operação comercial da eclusa definitiva, com largura útil de 17,00 m., comprimento de 210,00 m. e calado de 4,50m., ocorreu em janeiro de 1999.
Endereço:
Rodovia Arlindo Betio, SP 613 - km 78 - Primavera -
Rosana - SP
Fonte: CESP

Início
de operação:
1971
Localização:
rio Grande, no Triângulo Mineiro, a 450 km de Belo Horizonte
Comprimento da barragem: 694 m
Altura máxima da barragem: 44 m
Volume do reservatório: 420 milhões de m3
Unidades geradoras: 4 de 106.000 kW cada, com previsão de mais
2
Potência instalada na primeira etapa: 424.000 kW
Potência instalada final: 638.400 kW
Fonte: CEMIG

Início
de operação:
1962
Localização:
rio São Francisco, na região Alto São Francisco, a montante de Pirapora, a
270 km de Belo Horizonte
Comprimento da barragem: 2.700 m
Altura máxima da barragem: 75 m
Volume do reservatório: 21 bilhões de m3
Unidades geradoras: 6 de 66.000 kW cada
Potência instalada na primeira etapa: 396.000 kW
Potência instalada final: 516.850 kW
Fonte: CEMIG
UHE Foz
do Areia (Gov. Bento Munhoz da Rocha)

Localização:
A Usina está localizada no Rio Iguaçu, a 240 km a sudoeste de Curitiba na
divisa dos municípios de Pinhão e Bituruna. A 5 km da jusante da foz do Rio
Areia.
Histórico: Em maio de 1973 a COPEL obteve a concessão para construir
a Usina Foz do Areia, e teve suas obras iniciadas em 1975. Para a implantação
da barragem, as águas do rio foram desviadas em uma única fase, utilizando
dois túneis localizados na margem direita, com diâmetro de 12 m cada e capacidade
de vazão conjunta de 3.800 m3/s. A barragem é de enrocamento compactado com
face de concreto como elemento impermeabilizante para formação do reservatório,
foi a primeira a ser construída no Brasil, e a sua época a maior do mundo
no gênero. A construção da barragem iniciou-se em fevereiro de 1977 sendo
concluída em dezembro de 1979.
A estrutura da Tomada d'água encontra-se na margem direita e dispõe de seis
comportas que controlam a passagem d'água através dos condutos forçados, em
túnel, que terminam na casa de força, em sua parte superior está instalado
um pórtico rolante com 135 t de capacidade para a movimentação das comportas.
O vertedouro, tipo calha, escavado a céu aberto, está localizado na margem
esquerda foi projetado para uma descarga máxima de 11.000 m3/s. Tem como característica
torres verticais localizadas nos muros e nos degraus da calha, permitindo
a incorporação de ar dentro do fluxo de água em escoamento, visando atenuar
o efeito da cavitação produzido por mudanças rápidas de velocidade que podem
afetar a laje do vertedouro.
A subestação elevadora é do tipo blindada isolada a gás SF6, situa-se logo
acima da casa de força, do tipo semi-abrigada foi projetada para seis unidades
geradoras. Sobre a casa de força está instalado um pórtico com capacidade
para 800 t, que pode atender as comportas de jusante, o interior da casa de
força e os transformadores da subestação. Dentro da casa de força existe uma
ponte rolante de 50 t.

Sala de Controle da Usina Foz do Areia

Salão de Turbinas da Usina
Atualmente opera com quatro grupos
de 419 MW de potência efetiva.
Devido a uma prolongada estiagem de 1977 a 1978, que provocou racionamento
de energia em Curitiba, as obras foram aceleradas permitindo sua inauguração
em 12 de dezembro de 1980, recebendo o nome de Governador Bento Munhoz da
Rocha Neto. Suas unidades geradoras eram, então, as maiores em operação no
Brasil.
Sua construção provocou a desativação da Usina Salto Grande do Iguaçu, primeiro
aproveitamento no Rio Iguaçu com 15,2 MW, Salto Grande funcionou de 1967 a
1979.
Fonte: Copel

Fonte: Duke Energy International
A Usina Hidrelétrica de ITAIPU é um empreendimento pertencente ao Brasil e ao Paraguai implantado com base no Tratado celebrado em 26 de abril de 1973, que registra a decisão de realizar o "aproveitamento hidrelétrico dos recursos hídricos do rio Paraná, pertencentes em condomínio aos dois países, desde e inclusive o Salto Grande de Sete Quedas ou Salto de Guaíra até a foz do rio Iguaçu".
Dentre outras disposições, o Tratado de ITAIPU estabelece que a energia produzida pelo aproveitamento será dividida igualmente entre ambos os países, possuindo cada um o direito de adquirir a energia que não for utilizada pelo outro para seu próprio consumo.
A ITAIPU Binacional foi constituída em 17 de maio de 1974 com igual participação no capital por parte da ELETROBRÁS e da ANDE, sendo esta última a Entidade responsável pelos serviços de energia elétrica no Paraguai.
As obras de construção do aproveitamento foram iniciadas em 1975 e em maio de 1984 entrou em operação a primeira unidade geradora. Sete anos depois, em julho de 1991, foi colocada em serviço a última das 18 máquinas e, com esse marco, a usina atingiu sua capacidade de 12.600 MW, com nove unidades geradoras em cada uma das freqüências de 50Hz e 60Hz.
A Usina de ITAIPU dispõe portanto de uma potência instalada de 12.600 MW.
Em 1997 produziu cerca de 89 TWh, suprindo 26,4% das necessidades de energia elétrica do Brasil e 79% das necessidades do Paraguai.
Fonte: Itaipu Binacional
UHE Governador
Parigot de Souza

Localização:
Reservatório do Capivari - Rodovia BR-116 (trecho Curitiba
- São Paulo), Município de Campina Grande do Sul a 50 quilômetros da capital
paranaense.
Usina - Município de Antonina na localidade de Bairro Alto.
Histórico:
A Usina Hidrelétrica Governador Parigot de Souza (US/GPS) é uma das principais
fontes de alimentação do Sistema Interligado Estadual da COPEL e a maior central
subterrânea do sul do país. Entrou em operação semi industrial em Outubro
de 1.970 e inaugurada oficialmente em 26 de Janeiro de 1.971, a usina também
conhecida como "Capivari-Cachoeira" . Durante sua construção com o aproveitamento
dos Rios Capivari e Cachoeira, o Estado do Paraná projetou-se no panorama
da engenharia brasileira conquistando dois recordes: maior avanço médio mensal
em escavação subterrânea em obras do gênero e, maior volume de concretagem
mensal no interior de túneis (22 Km de túneis escavados).
O aproveitamento consiste no represamento das águas do Rio Capivari, localizado
no primeiro planalto, a 830 metros acima do nível do mar, e no seu desvio
para o rio Cachoeira no litoral, obtendo-se um desnível de aproximadamente
740 metros, sendo as águas conduzidas por um túnel subterrâneo que atravessa
a Serra do Mar.
No sopé da montanha, três grandes cavernas foram escavadas, compondo a Central
Subterrânea: Sala de Válvulas, Sala de Máquinas e Sala dos Transformadores.
Na Sala de Máquinas quatro alternadores de 62.500 kW de potência cada, garantem
ao Estado do Paraná uma produção anual de 900 milhões de kWh. Esta energia
produzida é transmitida às Subestações de Pilarzinho e Uberaba na Grande Curitiba,
na tensão de 230 kV e, às Subestações de Paranaguá e Matinhos na tensão de
138 kV, as quais distribuem a todo litoral.
Em 1.992 iniciaram-se os estudos para modernização da Usina através da viabilidade
técnica-econômica para substituição dos Rotores Pelton, após constatação através
de ensaio metalográfico, fadiga do material, o qual motivava suscessivas trincas
e rupturas das conchas. A partir de 1.995 iniciaram-se os trabalhos de substituição
por turbinas novas com novo perfil hidrodinâmico. Através deste, obteu-se
melhor rendimento dos hidrogeradores. As unidades 02 e 04 tiveram sua turbina
substituída em Julho de 1.996, a unidade 01 em Junho de 1.997 e a unidade
03 em Outubro do mesmo ano. Dando ênfase a segurança operacional foram reformadas
as quatro Válvulas Esféricas de 24.000 kg cada, serviço este realizado pela
Empresa Mecânica Pesada, uma Válvula e três na Voith. Para troca das mesmas
foram conseguidos otimizações de grande relevância no tempo de indisponibilidade,
pois para esta atividade é necessária parada geral da Usina. Para a primeira
unidade foram gastos 368,17 hs em Julho de 1.997, a segunda 103,73 hs em Maio
de 1.997, a terceira 67,08 hs em Setembro de 1.997 e a quarta 65,43 hs em
Setembro de 1.998. Uma redução de mais de 300 hs entre a primeira e a quarta
unidade.
No decorrer do ano de 1.999, mais precisamente entre os meses de Março a Novembro,
foram repotenciadas as quatro unidades geradoras da Usina Governador Parigot
de Souza, com a substituição dos pólos dos geradores, excitatrizes estáticas,
radiadores dos geradores, trocadores de calor dos transformadores elevadores
de 70 MVA, instalação do sistema de supervisão de oscilação e vibração do
eixo gerador-turbina e manutenções preventivas e corretivas como: troca de
bicos injetores, recuperação dos estatores, etc. Com a modernização dos equipamentos
houve um ganho de 2 MW / 9,5 Mvar por gerador, aumentando a capacidade da
Usina de 252 MW / 100 Mvar para 260 MW / 140 Mvar. Os fatores preponderantes
que viabilizaram este investimento foram os custos evitados na aquisição de
bancos de capacitores para a rede de distribuição de Curitiba, o baixo investimento
com retorno a curto prazo, pois o investimento seria de 3,5% em relação ao
patrimônio da Usina, redução nos custos com manutenção, aumento na confiabilidade
e segurança operacional para o Sistema Elétrico de Curitiba e Litoral e baixo
período de indisponibilidade por unidade geradora.
Os trabalhos foram realizados pela equipe local GESPR/UPCTA/EQGPS, em conjunto
com a SPRENG, supervisores da Voith e Riva, fornecedores das novas turbinas,
supervisor da Siemens que forneceu os pólos dos geradores e supervisor da
Reyvax, que forneceu as excitatrizes estáticas.
|
DADOS TÉCNICOS USINA: |
DADOS TÉCNICOS REPRESA: |
| Potência instalada: 260 MW. | Área inundada: 12 km2 |
| Tensões de transmissão: 230 e 138 kV. | Vazão média Rio Capivari: 17 m3/s |
| Tensões de subtransmissão: 34,5 e 13,8 kV. | Barragem: Tipo enroncamento e terra |
| Turbina: Pelton; Velocidade: 514,3 rpm; Potência: 85.700 cv. | Altura máxima: 50 m |
| Queda bruta normal: 754 m. | Comprimento na crista: 350 m |
| Velocidade da água: 426 km/h. |
Mapa de Localização das UHE's
do Estado do Paraná

Fonte: Copel

Com capacidade instalada de 1.078MW, está situada no curso principal do Rio Iguaçu, no Estado do Paraná, no município de Quedas do Iguaçu, 385km a oeste de Curitiba e a 45km da Usina Hidrelétrica de Salto Santiago.
Embora o arranjo construtivo da usina seja bastante tradicional, o conjunto das instalações industriais junto ao lago formado pelo represamento das águas do Rio Iguaçú, impressiona pela sua beleza. A estrada que interliga os municípios de Quedas do Iguaçú e São Jorge do Oeste passa sobre a barragem, permitindo uma visão de todo o aproveitamento.
A usina, com sua seis unidades geradoras, é a que apresenta os melhores índices de desempenho dentre as unidades da Gerasul e do país, graça à política de operação e manutenção de adotada pela empresa. Essa usina confere qualidade e confiabilidade ao sistema elétrico brasileiro ao qual ela se insere a partir do sistema de transmissão de 230kW.
Fonte: Gerasul

Com seis unidades em operação, totalizando uma capacidade instalada de 2.082 MW e localizada no rio Paranaíba, entre os Municípios de Itumbiara (GO) e Araporã (MG), Itumbiara se constitui na maior usina do Sistema FURNAS. Em operação desde 1981, esta obra foi marcada por uma sucessão de conquistas tecnológicas.
Sua construção teve início em novembro de 1974 e, em abril de 1980, entrou em operação comercial sua primeira unidade geradora. Apesar de condições atmosféricas adversas e do pioneirismo das unidades geradoras, consideradas as maiores do mundo em construção no início da década de 80, a Usina de Itumbiara foi projetada e construída rigorosamente dentro dos prazos estabelecidos nos cronogramas originais. A contribuição de firmas brasileiras no empreendimento foi de 97%, atingindo índices inéditos de nacionalização neste tipo de obra. No que diz respeito ao fornecimento de equipamentos principais, este índice chegou a 90%.
Em 1997, pioneiramente em FURNAS, a Usina de Itumbiara passou a controlar, remotamente de sua sala de controle, a Usina de Corumbá, possibilitando que a mesma fosse desassistida. Um sistema de última geração em eletrônica digital e de fibras óticas "OPGW" interliga as duas usinas.
Fonte: Furnas Centrais Elétricas S.A.

Obras concluídas em 1974, com tecnologia inteiramente brasileira. Possui 14 turbinas KAPLAN, potência instalada de 1.551 MW e reservatório de 330 km2.
A operação da eclusa com largura útil de 17,00 m., comprimento de 210,00 m. e calado de 4,50m. foi iniciada em 15 de janeiro de 1998, concluindo a interligação entre os Rios Tietê e Paraná.
Endereço:
Rodovia Mal. Rondon - km 667 - Castilho - SP
Mapa de Localização das UHE's
do Estado de São Paulo

Fonte: CESP
Atualizado em 13-Dez-2000.
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